Rua de Mão Única

"Para os grandes, as obras acabadas têm peso mais leve que aqueles fragmentos nos quais o trabalho se estira através de sua vida" - Walter Benjamin

segunda-feira, maio 08, 2006

 
Figura - Maria Demeris Araújo


Murro em ponta de faca

Eu não quero me envolver nisto. Sou um simples catador, arrastando minha carroça nestas ruas escorregadias, vendo o sol nascer e se pôr, esperando ganhar alguns trocados; depois, já estava assim quando eu cheguei. Se amanhecer morto, deixa aí, quem sabe alguém não o reconhece? Homem, você sabe o tempo que isso pode levar? Ôxe, por acaso, tenho cara de doutor?

(do livro "Perambulando pelo caos" - série urbanidades # 30 - fim da série urbanidades)

Comments:
bela crônica amigo...

bela.

um beijo no coração
 
Muito bom!!!

Um abraço,
Aerodrama.
 
menos é mais e vc faz isso bem!
 
Vc sabe, com poucas palavras, nos levar por uma longa história...de todos nós. Obrigado!
 
sábio simples catador, que mesmo sem "canudo" é sabedor das coisas que passam, imemoriais. Ah, botei em dia a leitura dos post atrasados. adorei próteses. 1 grande abraço, meu caro grande escritor.
 
Homem, você sabe o tempo que isso pode levar? Ôxe, por acaso, tenho cara de doutor?

Em poucas palavras disse tudo..

habeijos
 
"Ôxe, por acaso, tenho cara de doutor? "
...naum tenho resposta pra tudo ne..nem sendo doutor ou o q fôr, sei lah qto tempo que isso vai levar, rsrs
Beijos
 
A vida esconde coisas incríveis em situações pitorescas. E esse conto não deixa de ter uma certa verdade. Um fato real! Gosto do modo como você escreve.
Abraços
 
, cinematográfico. é incrível como consegue, seu texto nos coloca diante da cena.
|abraços meus|
 
Meio respondendo você através da pergunta da Sayô: temos não, Claudio. O que a gente tem é um imenso estupor quando lê você e fica aguardando pelo que vem depois. De novo, Claudio, até onde você quer nos levar, hein? rs
abçs
Ilidio
 
Um murro. Bem nas nossas caras. Bjos.
 
A desumanidade é digna do ser "humano", temos uma voz interna que nos protege do outro, que não nos deixa envolver. Amalgama (des)humano.Beijos!
 
Ajuda ele, ajuda? Que agonia...

Coisa boa quando lemos algo que nos mobiliza. Teus textos são assim: provocativos desse ermitão que se enfurna nos nossos dentros.

Abraços,
 
Urbanidades desurbanas, passo por elas todos os dias: ruas, alamedas, arrabaldes, aglomerados, ruínas e em mim mesmo. Cada um na sua e todos na de ninguém.

Retratotexto do cotidiano, essa sua obra, meu caro.

Congratulações.
 
Obrigada pela visita. Este paralelo que vc traça entre o real e o irreal às vezes dá um nó. Mas é só pegar o fio da meada e tudo fica descomplicado.
Beijos!
 
e quem será o próximo? esta vida...ah esta vida de que não sabemos e da qual tudo esperamos...
um beijo
 
Passando aqui para agradecer sua participação em meu blog.

Um abraço,
Aerodrama.
 
Mais um texto com a marca de Claudio Eugenio Luz. Muito bom!

Obrigado pelas palavras lá no BALAIO DE LETRAS.
Abraços do *CC*
 
Conto realista, mas que não deixa de ser poético.

http://dudve.blogspot.com
http://cartasintimas.zip.net
 
poxa, muito bommmm.
lembra os meus, não é? qdo escrevo cruamente.
vc é mto generoso comigo.
adoro seus textos da infância, lindo este que está ai embaixo. parabéns.
bj laura
 
Olá Claudio

Altos e baixos sempre acontecem mas o que importa é continuar caminhando e olhando pra frente...nunca pra trás!!

Tive uma decepção com uma pessoa querida nesses dias..mas a vida é um aprendizado e temos que saber tirar lições de tudo.


Forte abraço.
 
Quero te ver logo publicado menino!! Também estou sempre por aqui, perambulando pela tua inventividade.
Beijos,
Ana
 
Agradecendo sua presença em meu blog.

Um abraço,
Aerodrama.
 
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