Rua de Mão Única

"Para os grandes, as obras acabadas têm peso mais leve que aqueles fragmentos nos quais o trabalho se estira através de sua vida" - Walter Benjamin

segunda-feira, agosto 07, 2006

 

Nosoutros

Começaram trocando insultos e palavrões. Depois, partiram para a agressão física. Brigavam por qualquer coisa. Às vezes, um simples espirro já era o suficiente para desencadear uma batalha. Com o tempo, foram se sofisticando. Armaram-se. Arregimentaram gente. Hoje, quando alguém morre, cantam, dançam e prometem vingança. É tudo olho por olho, dente por dente. De resto, é um lugar tranqüilo. Se o senhor tiver um salvo – contudo pode até sair pra passear com seu cachorro.

(ilustração Somnambules et cyniques extra-muros - Karol Baron)

Comments:
É, amigo.....e entre um 'se' e outro a gente vai fazendo/vivendo do jeito que dá....c'est la vie....de qualquer forma, sou daquelas que, 'otimistamente', sempre deixa a coleira por perto e o olhar na rua à espreita do momento. Obrigada pela visita. E pelo recado. Beijos de boa semana.
 
, oh vida sofisticada. batalha quotidiana. rotineira...

|abraços meus|
 
Retrata bem o que acontece numa cidade pequena perdida pelo espaço e tempo...

Adorei o conto!!!
 
Isso faz qualquer banqueiro achar que pirou. Independente do dinheiro, mas absolutamente dependente deste maravilhoso e único " salvo..- contudo". Masterpiece.
abçs
Ilidio
 
Passando pra dar um Oi. Beijos.
 
de verdade isso reflete a alma humana, no seu mais íntimo e rudimentar ato ... e de vez em quando estes monstros apesar de toda a evolução explodem dentro da gente...
ao contrário da guerra ...a trégua, que é bem...bem pequena.
um beijo querido...
 
E "o senhor da guerra não gosta de crianças".

Beijos.
 
Em relação ao texto e a nossa realidade Manoel de Barros diz :
" A minha independência tem algemas"
Um beijo
 
Nossa senhora!!! Que belo!!! Muito bom esse!!! Batalha de deuses ??? Ou meros mortais presos em seus jogos pessoais (que acabam por carregar milhares com eles).

Um grande abraço,
Aerodrama.
 
Já dizia o poeta: VIVER É PERIGOSO!
 
um dia morrem e deixam de herança este mundo em guerra...em fome...em frio.. em dor...
me lembrou muito de um texto que li recentemente sobre a batalha lá do oriente... guerras são sempre vazias...
um beijo
 
É uma dupla, e pode uma nação. E podem outras verdades, tantas, caber em teu mini. Só preciso, contudo, teu salvo-conduto.

Abraços
 
amar é uma batalha a dois, não é?
bjos e obrigada pela visita ao blog
 
cláudio, meu caro, desconfio mesmo é que "nosoutros" estamos mesmo é num mato sem cachorro. o que implica dizer que de pouco ou nada adianta ter ou não salvo-conduto.
1 abraço
 
talvez seja até possível viver, quem sabe.

pelo menos fica o cachorro mais tranquilo.

excelente tema "puxado" por esse texto que é suscinto mas pode desencadear uma batalha.

[jb]
 
Essa vida ora que afaga ora que devora...


beijos.
 
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